terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Self Portrait

Não sou mais um garotinho
Desses
Que andam pelas ruas encapados de fortes
Que falam gírias elementares
Que sugerem o que não sabem
E que calam quando nada entendem.

Me tornei forte
Um pouco seco, eu sei
Um pouco lambuzado de solidão
Mas dono de mim mesmo,
Da minha própria ordem.

A beleza evaporou na estrada,
Os dias são áridos,
As pessoas são surpreendentes...
Se convém te consideram,
Quando não, descarta.

Mas sei que não vou no caminho dos miseráveis
Desses
Que por opção vivem numa zona de conforto
Comendo batata frita e assistindo o mundo pela TV
Que na primeira oportunidade fazem coisas sem real sentido
Meu problema:
Não viver o mesmo sonho dos outros
Não ter o anseio das mesmas vontades
Sim, eu penso demais sem esforço.

Vou pro lado que quero a hora que quero
No mínimo, exerço bem minha cidadania
E não culpo ninguém
Os méritos e derrotas são meus e eu os revelo a quem eu quero
Não por desabafo ou soberba
Mas para eternizar em alguém parte da minha história.

Não preciso das fotografias
Não espero felicidade a base de ilusão
Não espero amores vãos
Minha dor:
Seguir ao máximo que posso sozinho,
Sentindo a falta de sua companhia.

3 comentários:

  1. ser e estar só são coisas diferentes, mais isto ocorre pq nóa deichamos ocorrer, e felicidade é real ou irreal, depende do ponto de vista,abç, bj, saudade, chão de giz, ass. ted

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  2. Amigo ácido.
    Muitas saudades suas,
    Será que precisaremos estar em outro lugar do mundo que não nossa terra natal para nos vermos?

    Seus escritos são áridos, ácidos, cítricos.
    Adorei,

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